Nem ir nem chegar.
A vida passa tão rápido como quando se perde um celular.
E por falar em celular, me dê seu número por favor.
Me dê sua mão incolor, cor de pele clara, pele escura demais pra mim.
E vê se pode me dar um anel, e deixar ele roubado assim, demasiado de esperança, porque ter esperança demais meu bem, é esquecer tudo que ninguem esquece. É almejar o que ninguem mais almeja, é acreditar sozinho que a cada noite que se passa, passa também com ela a vontade de querer de forma diferente um amor assim, vazio, rápido, uma saudade que só se sente sentindo e apertando forte na cama, um lençol qualquer, de cor qualquer, de forma alguma que lembre qualquer coisa que não faça chorar ou mais magoar. E que a saudade morena, é cor de mel, é cor de luar, é cor da janela que está lá na varanda, esperando um casal exato, na hora exata com a fala contrario ao que se pode perceber. Portanto, vai lá fora, observa e chora, porque a lua hoje não vai aparecer e ficar sem ouvir a onda do mar, quer me dizer que hoje seja provavelmente feriado de amor. E quando é feriado bem meu, é melhor se amar mais baixo e calado.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Não há.

Eu não posso abrir as portas de casa. Eu não posso me partir ao meio.
Não posso estar em milhares de casas, se eu só quero o meio.
Mas posso dizer mais seu nome, ou se quiser eu digo pela metade, na fase, na metáfase.
Posso te dar as boas vindas, e indas e vindas. Falo mais alto que a cova, da ova do ovo.
Deita sobre a minha cabeça uma série de dúvidas, uma dúvida de séries e mais um pouco de saudade que anda se propagando em um meio que não posso pegar, não posso tocar, não posso apalpar, só posso sentir e ir e vir, sem você. Sem muito esforço eu te deixo ser "bem vindo" aqui. O chá o mar o fá, que pode ser maior ou menor. Que pode cantar ou retardar um movimento que você denominada e domina muito bem. Eu levanto eu canto eu espanto, eu aumento o som, levanto o tom e explico a cor, do amor, do sabor das plantas que nascem no verão do botão de rosa cor de choque, de chique de choop na esquina, gelado, trancado, quebrado e quebrando a noite em andares e bares que você se perdeu antes de chegar em casa. Sono, ono e fono. Deita no sofá da sala e levanta o som dos teus cabelos grandes. Repete que você chegou e que deitou e me chamou pra perto de você. Mas que eu não ouvi e não repeti a voz que por dentro da porta do meu quarto entrou e escancarou a minha vida. E pegou, guardou no canto da calça jeans clara e depois lembrou que lá tinha jogado um coração arretirado, maltratado, despedaçado . . . Depois apertou, quebrou e me jogou os cacos no chão, sobre o colchão, feito cão. Agora eu pego os pedaços, sem querer juntar, remedar para que tudo continue assim, em carne viva, pra quando você voltar, eu poder lembrar, maltratar, ignorar, resmungar tudo que em você me faz mal. Inclusive pegue esse coração que ainda é seu e rasgue, quebre de novo e não me devolva mais, esqueçe, nao me aborrece com suas conversas tolas. Toma da minha mão a esperança, já que meu coração você já me levou, roubou e esmagou.
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