quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


Salve, salve o universo que reclama e clama. Salve, salve a saudade que é tanta e chama. Chama pra deitar aqui, no chão mesmo. Nesse chão onde as verdades sempre se fazem mais coloridas e os sonhos sempre tem a maior possibilidade de se tornar verdade. Se a nossa saudade for maior e se as lágrimas um dia brotarem do rosto, aperta forte um lençol e respirar o oxigênio que eu libero para cada uma de vocês no silêncio da tarde, no sol se pondo e espera que esse sentimento foi cativado e conquistado por nós, a gente volta a se encontrar. Meus amores de toda uma vida, eu espero vocês em um futuro que não vai demorar de chegar. Um brinde a felicidade.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010


Tenho raiva dessa droga. Eu te quero nessa droga.

Droga de vida.

Droga de maconha.

Droga de vício

Mas que droga, droga, droga.

Você só reclama e me leva a levantar na madrugada com esse vento e essa janela aberta.

Para de fugir dos meus sonhos que eu prometo trancar a porta.

Para de falar de assuntos que me chocam. Para de esperar demais de mim.

Para de querer falar entre as linhas do lençol. Para!!!

Você não é quem eu imaginei. Então para!

Acho que nada mais normal do que a saudade. Acho que nada mais natural do que a falsidade. Porque se você procurar bem, a gente leva um tom, um som de cada coisa. E sem imaginar nem em ligar a TV eu procuro o escuro do rádio ligado. Será você?
- Ei, onde está o jornal?
- O de ontem, ou o de hoje?
- Aquele, aquele... Achei que tinha te devolvido?!
E assim se perde o fio, fil, fiu. É como um ventilador ou um jornal de bolso. Um movimento, brusco e um susto de quem não se sabe para onde vai. Dá uma olhada lá fora.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


Alguem tem protetor? É, daqueles que não vendem na TV, daqueles que sempre está em falta na farmácia. Alguém sabe como comprar aquele produto que faz com quem a gente esqueça as lições da vida e que nos faz sonhar com nada depois que deitamos na nossa cama? Alguem sabe se a vida tem protetor? Todo dia que olho pro sol e deixo ele queimar minha pele, sinto que essa dúvida de não saber se o que eu mais odeio é a sua droga de vida ou é a droga que há na vida, é maior e menos oculta. É um brilho oculto que me faz chorar e sorrir. É o mesmo brilho oculto que me faz te ver alí, assim, tão sozinho, acompanhado com o velho copo do lado, cheio! Cheio de tempo perdido e assunto acabado. Cheio de lárgimas num mar morto, cheiro de amizade jogada fora, cheio de nada de mim. E mesmo que cada dia que eu acorde a chuva caia, eu vou olhar o mundo de forma grande e irei respirar esse ar sem perfume, sem cor, sem nada. Mas nada como um dia após o outro, nas diferenças e nas realizações. A gente se veste todo dia com uma capa e bota a máscara pendurada no pescoço. A gente descobre que as coisas mudam e que você só muda se quiser, meu bem! Então vem ver o sol, mesmo que ele quime, vem usar o protetor, mesmo que ele não me proteja de você, vem comigo, vamos lá fora! Sou o ser que nunca vai estar do seu lado, as coisas são mais simples do que imaginamos meu caro. Mas até entendermos isso, tudo é muito caro.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Olhar pra frente e sempre ver você
Olhar pro lado e não conseguir caminhos para fugir
Acho que vou parar
Olhar pra você e te perdoar mais um vez.