sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Acho que nada mais normal do que a saudade. Acho que nada mais natural do que a falsidade. Porque se você procurar bem, a gente leva um tom, um som de cada coisa. E sem imaginar nem em ligar a TV eu procuro o escuro do rádio ligado. Será você?
- Ei, onde está o jornal?
- O de ontem, ou o de hoje?
- Aquele, aquele... Achei que tinha te devolvido?!
E assim se perde o fio, fil, fiu. É como um ventilador ou um jornal de bolso. Um movimento, brusco e um susto de quem não se sabe para onde vai. Dá uma olhada lá fora.

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