Começa.
Começou. Sorrisos e olhares. Coisas que você e eu nunca sentimos antes.
Lugares. Andares que nunca são os mesmos, nunca acabam.
Intensos. Intensidades que assim como uma música na sua noite, não descreveria o que eu queria ver, sentir, ouvir, pegar, provar, tocar.
Mais que a noite, eu realmente não queria que a manhã acontecesse. Assim como se o sol não devesse mais raiar, a noite, a roupa, a risada e tudo o mais, deveria ser eterno.
Lembre-se, eu não tomo café de manhã. Cale-se, não gosto de silêncio na cama.
Ouse. Ouse não querer, ouse suportar a lembrança de apenas sentir vontade e nada mais.
Julgue. Mas julgue sem pensar, fale sem nada perder. Sinta como se não sentisse mais a pele.
Americanos são sempre os mesmos, mas não sou eu quem serei a mesma sempre.
Coisas simples agora não podem ser ditas. "Xi", calem-se as bocas, prendam as línguas, aumentem as respirações. Respirem agora não profundamente.
Termina.
Terminou agora. Assim como começou.
Mas então, o que será que aconteceu?
Tudo isso dura exatamente apenas um momento. Aquele em que atrevessamos a rua, nossos olhos olham só para aquilo que podemos ver. E então encontramos o que sempre queríamos e como em um momento único isso se perde no clarão, na imensidão.
É a primeira vez que apagou o que escrevo. Pensamentos são assim.
Fim.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Eu estava aqui no meu mundo colorido, pensando sobre a greve, a falta de aula, a fata do que fazer.. Foi quando me apareceu ou desapareceu alguma coisa. Não se trata mais de perder ou ganhar algo, não de trata de ter o dom de ficar sem nada pra fazer, porque só assim eu posso ainda respirar o ar da vontade firme de ficar aqui, só escrevendo no meu querido e amado, tempo livre. Posso inverter e parar. Posso querer descansar agora, e isso só porque amanhã eu acordo muito cedo! Sabe do que eu preciso?! Não, errado, negativo! Ninguém sabe do que eu preciso. Sou inconstante e se alguém ousar dizer que me ama eu minto e desminto a palavra mais suja que saiu da sua boca. Ficar no meu jogo de sentimentos não é uma dica muito aconselhável que eu posso oferecer agora, sobre mim!Sinto que ainda some algo ou alguém .. Café com leite. Não posso mais esperar que alguém sinta por mim, que alguém espere por mim uma coisa que não vem, que nao existe! Não espere pelos outros, não espere NADA dos outros. Sorria simplismente pelo fato de lhe fazer mover os músculos da face. E talvez quem mais fale isso, é quem mais precise ouvir...
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Eu ontem acordei no meio da noite. Escura, fria. Eu ontem tive que sonhar de novo, tive que esquecer de tudo, de novo. Eu ontem quis pôr muitas exclamações na nossa história e coloquei pontos também. Vários pontos que mais que finais, eles eram eternos. Esqueci a cor da sua tênua lembrança, esqueci do sabor de ter você e do tempo que gastei com palavras vagas, soltas no espaço. Ontem eu reclamei que a cama tava vazia demais, ontem eu achei que a noite estava amedrontando meu sono leve. Hoje acordei mais segura, mais atenta. Lembrei do abraço apertado que de saudade quase morro. Mas já aprendi que saudade não se mede, não se pode descrever, então minhas palavras são tolas. Anulei todas as possibilidades de lembrar do passado e cheguei a conclusão que quem se casa com as palavras possui a maior e a menor liberdade do mundo. Então, nasci com uma aliança invisivel a olho nú. Ela creceu comigo e hoje ela mais do que aperta, ela se entrelaça com meu ser me lembrando todo dia que as palavras se encaixam muito bem com o meu íntimo mais neutro, mais escuro. Hoje eu sou a vida em histórias, sou palavras sem fim e início. Sou a multidão de pessoas falando sempre a mesma coisa, sou o mais puro saco lotado de "muito bem". Eu detesto tudo isso, fato!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
"Amanda,
Vencido em meu castigo,
Eu trago a paz comigo
De volta pra ficar.
Amanda,
Recolhe meus pedaços,
Me acolhe nos teus braços,
Tome espaço dessa dor
E o teu lugar.
Amanda,
Perdi pela viagem
As forças e a coragem,
A imagem do que eu sou...
E o que eu sou,
O que escondeu a única verdade,
O que perdeu a última metade,
Amanda, o que partiu e desertou.
Te amando, te amando,
Vou esquecer a inútil liberdade,
Que eu sonhei ver nas luzes da cidade,
Amanda, vou te enfeitar de tanto amor!"
(Taiguara)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Não gosto de falar de amor. Sempre pulo essa parte, essa estrada, essa curva ou declíneo que me leva até você. É um pouco apaixonada essa frase não é? Pois é, é justamente por isso que não gosto de falar de amor, porque sempre mostro um rosto que não é meu. Prefiro sentir, sabe como é? Aquela história de que os melhores beijos foram de uma pessoa só, é mentira. Apesar de querer sentir isso da boca de alguém um dia. Apesar de querer falar isso pra alguém um dia. Mas será que já não deveria ter falado? Enfim.. minhas palavras para definir amor, são muito breves... E vou falar aqui, pra nao precisar repetir tudo de novo.
Amar é ... Sentir sempre um gosto de desejo, é ter infinitas formas de se divertir, é ter olhos de menino, é sair sem regra, sem se importar com nada. Amar pra mim é ter liberdade, é me surpreender. É me divertir de várias formas...
Não. Isso realmente existe. É deitar e sorrir com os meus pensamentos mais intensos.. É guardar o sabor de uma pessoa por essa ser sincera e não ter dúvida de quem é ela. É por isso que eu prefiro sair de noite do que falar de amor. É por isso que eu gosto de desencontros, é por isso que não sei quando é um jogo intenso. E é por isso que odeio, odeio falar de amor. Já amar...
beijei seu rosto e você some. desde aquela manhã, me senti jogada fora, me senti esquecida. Você não me dá um sentimento e ri sozinho disso. Então tá, aceito. Eu não tenho a eternidade, nem você. E agora? Agora sao só palavras, como sempre.
Amar é ... Sentir sempre um gosto de desejo, é ter infinitas formas de se divertir, é ter olhos de menino, é sair sem regra, sem se importar com nada. Amar pra mim é ter liberdade, é me surpreender. É me divertir de várias formas...
Não. Isso realmente existe. É deitar e sorrir com os meus pensamentos mais intensos.. É guardar o sabor de uma pessoa por essa ser sincera e não ter dúvida de quem é ela. É por isso que eu prefiro sair de noite do que falar de amor. É por isso que eu gosto de desencontros, é por isso que não sei quando é um jogo intenso. E é por isso que odeio, odeio falar de amor. Já amar...
beijei seu rosto e você some. desde aquela manhã, me senti jogada fora, me senti esquecida. Você não me dá um sentimento e ri sozinho disso. Então tá, aceito. Eu não tenho a eternidade, nem você. E agora? Agora sao só palavras, como sempre.
domingo, 1 de maio de 2011
Se quiseres saber mesmo, adoro mar. Amo sol e acho que mar, sol e eu fazemos um belo trio! Acordo tarde e sempre acho que ontem foi longe demais, portanto sempre quero viver hoje, o hoje. Ando de pantupas em casa e me engano sempre que posso. Sempre como mais do que quero, sempre choro em despedidas e adoro rever músicas velhas. Leite de manhã só tomo quando não tem suco, e cerejas sempre caem bem. Me arrumo para dormir e faço minha unha pelo menos 1 vez na semana. Malho ouvindo Ivete Sangalo e tudo que a bahia tem a me oferecer. Tenho uma leve mania e de querer bem demais as pessoas, mas só depois que eu tenho a certeza exata do que elas significam para mim, sem isso, prefiro não arriscar. Adoro conhecer pessoas novas e adoro conversar com todos. Só não gasto saliva com o que não me condiz. Nos dias de chuva não molho meu cabelo, e quando vou dormir deixo o celular pertinho de mim. Porém quando não quero falar com alguma pessoa, meu celular passa dias desligado. Sempre que posso como açaí, adoro açaí! Levo minha vida muito simples, carrego poucas coisas comigo e tudo isso porque tenho muitas pessoas para carregar, aí elas tomam o lugar das coisas. Vira e mexe tô vendo fotos, tô sentindo saudade. Tenho uma agenda particular, cuja o valor é impossível de descrever. Ela sabe mais da minha vida do que eu mesma. E vive dentro da última bolsa que eu saí de casa. Já deixei muitas pessoas pelo caminho, já encontrei muitas outras desde então. Já amei tanto, que de noite eu suspirava, já deixei de amar num piscar de olhos. Já tive raiva de matar um, já matei vários sentimentos prematuros. Meu quarto tem que ter meu cheiro e minhas roupas tem que ser lavadas do meu jeito. Meus livros tem meu nome e meus objetos minha cara. Meus amores estão pelo mundo. Se enfim eu podesse, viveria agora em uma casa simples, em frente ao mar, sorrindo pro sol de manhã cedo, bebendo meu café à noite e fazendo minhas poesias sem dono, sem dona. Dormiria ouvindo o grito das ondas, sentiria a leve presença do vento e da brisa. Compraria o pão na vendinha do lado, arrumaria meu quintal de flores e logo depois ia saudar o mar, molhando os pés na água salgada e aréia gelada. De tarde eu ia me enfeitar pra sair, pra andar junto com meu coração em alto mar. E quando a lua fosse me clamar, eu de longe, olharia seu reflexo no mar. Esqueceria celular, esqueceria raiva, esqueceria cidade... Partiria para onde a tristeza não podesse me ver. Levaria poucas coisas, poucas lembranças, poucas saudades e muita cachaça. Ia me embreagar nos finais de semana, ia chorar sempre que não conseguisse dormir logo depois. E na segunda feira, quando o espelho do meu banheiro fosse pequeno demais para o tamanho da minha cara de ressaca, levantaria e deixaria tudo como estava. Dois copos na pia, suas roupas espalhadas na casa e seu cheiro na minha cama. A garrafa de cachaça, a desgraça de amor, as lágrimas com destino certo de segunda feira. E sem mais me arrepender e ter medo de nada, olharia pro céu e teria certeza que ainda era cedo pra acordar, afinal só acordo tarde.
Assinar:
Postagens (Atom)