domingo, 1 de maio de 2011

Se quiseres saber mesmo, adoro mar. Amo sol e acho que mar, sol e eu fazemos um belo trio! Acordo tarde e sempre acho que ontem foi longe demais, portanto sempre quero viver hoje, o hoje. Ando de pantupas em casa e me engano sempre que posso. Sempre como mais do que quero, sempre choro em despedidas e adoro rever músicas velhas. Leite de manhã só tomo quando não tem suco, e cerejas sempre caem bem. Me arrumo para dormir e faço minha unha pelo menos 1 vez na semana. Malho ouvindo Ivete Sangalo e tudo que a bahia tem a me oferecer. Tenho uma leve mania e de querer bem demais as pessoas, mas só depois que eu tenho a certeza exata do que elas significam para mim, sem isso, prefiro não arriscar. Adoro conhecer pessoas novas e adoro conversar com todos. Só não gasto saliva com o que não me condiz. Nos dias de chuva não molho meu cabelo, e quando vou dormir deixo o celular pertinho de mim. Porém quando não quero falar com alguma pessoa, meu celular passa dias desligado. Sempre que posso como açaí, adoro açaí! Levo minha vida muito simples, carrego poucas coisas comigo e tudo isso porque tenho muitas pessoas para carregar, aí elas tomam o lugar das coisas. Vira e mexe tô vendo fotos, tô sentindo saudade. Tenho uma agenda particular, cuja o valor é impossível de descrever. Ela sabe mais da minha vida do que eu mesma. E vive dentro da última bolsa que eu saí de casa. Já deixei muitas pessoas pelo caminho, já encontrei muitas outras desde então. Já amei tanto, que de noite eu suspirava, já deixei de amar num piscar de olhos. Já tive raiva de matar um, já matei vários sentimentos prematuros. Meu quarto tem que ter meu cheiro e minhas roupas tem que ser lavadas do meu jeito. Meus livros tem meu nome e meus objetos minha cara. Meus amores estão pelo mundo. Se enfim eu podesse, viveria agora em uma casa simples, em frente ao mar, sorrindo pro sol de manhã cedo, bebendo meu café à noite e fazendo minhas poesias sem dono, sem dona. Dormiria ouvindo o grito das ondas, sentiria a leve presença do vento e da brisa. Compraria o pão na vendinha do lado, arrumaria meu quintal de flores e logo depois ia saudar o mar, molhando os pés na água salgada e aréia gelada. De tarde eu ia me enfeitar pra sair, pra andar junto com meu coração em alto mar. E quando a lua fosse me clamar, eu de longe, olharia seu reflexo no mar. Esqueceria celular, esqueceria raiva, esqueceria cidade... Partiria para onde a tristeza não podesse me ver. Levaria poucas coisas, poucas lembranças, poucas saudades e muita cachaça. Ia me embreagar nos finais de semana, ia chorar sempre que não conseguisse dormir logo depois. E na segunda feira, quando o espelho do meu banheiro fosse pequeno demais para o tamanho da minha cara de ressaca, levantaria e deixaria tudo como estava. Dois copos na pia, suas roupas espalhadas na casa e seu cheiro na minha cama. A garrafa de cachaça, a desgraça de amor, as lágrimas com destino certo de segunda feira. E sem mais me arrepender e ter medo de nada, olharia pro céu e teria certeza que ainda era cedo pra acordar, afinal só acordo tarde.

Um comentário:

Unknown disse...

é por vc ser assim que eu te amo e sempre vou te amar !!! muinto
de qualquer, forma de qualquer jeito, em qualquer lugar...n é cantada nem insinuação, mais vc com seu jeitinho, tem um lugar guardadinho no fundo do meu coração
bjão