sexta-feira, 29 de abril de 2011

Que essa linda flor possa assim girar por aí, ser eu, ser flor, ser pétala. Uma irmã flor, uma flor bela que mal posso seguir. Deixar seu rastro é querer acompanhar quem ainda não tem destino. Primeiro se faz beleza, dentro da tristeza que é esse paraíso. Na beira do rio, nasce a certeza de que viver ultrapassa os limites de ter história pra contar, pra falar, pra desabrochar. Uma história de amor que no outro dia não havia mais pra os dois. Não havia mais dois. No meio da cama nada havia. Dois corpor no chão, havia solidão. Ela promete que vai ter outro dia, ele prefere acreditar só nos olhos dela, que lhe diziam outra coisa. Ela prometia dor, ele queria amor. Ela de tão flor que se fez, abraçou seu corpo que no chão, ou no tapete não se separavam. Tudo era muito normal e comum. As portas permaneciam fechadas, as cortinas trancadas sem que o sol podesse se mostrar. Mas era noite, era quase dia. A poesia que nenhum dos dois sabia fazer, se deixou levar pelas poucas palavras que dentro um segundo, ou quase um minuto, sei la como saber medir o silêncio de duas pessoas que só falam com os olhares. E em alguma parte do tempo perder, era questão de deixar-se levar. E ganhar, era muito mais uma propriedade do que uma certeza de possuir um ao outro. Mas alí, naquele quarto, a verdade era que ninguém se possuia. Perdemos um ao outro entre os dedos, entre a palma da mão, assim como ganhamos. E quando fecha-las parece a solução, o amor torna-se gasoso e evapora entre duas partes que permanecem fechadas. Porque amar não é o suficiente então? Porque deixar de amar porém, nao é normal? Perder um ao outro, significa achar algum atalho no caminho. Ela preferi muita coisa, ele preferi abrir a janela e pedi mais dela pra ele.

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