terça-feira, 5 de abril de 2011
Aqui estou eu com minhas lembranças. Aqui estou eu e meu coração no lugar dele, batendo forte de saudade. Aqui estou eu e o celular de lado, esperando qualquer sinal de vida de alguém que ninguém diz. Aqui estou eu e minhas incertezas no dia de hoje. Do dedo do pé ao fio do cabelo sinto saudade. O coração apertado e a leve brisa que bate nas plantas da minha varanda me lembram de cada etapa passada da minha vida. As flores do prédio da frente mudam de cor com muita facilidade e elas são mais bonitas. Elas tem cor - de - saudade. Limpando a ponta da caneta na lágrima triste, ouço a música no som. Quem disse que primeiro de Abril é uma mentira? Piada! Só não acabem com o meu dois de Abril, porque a saudade já bateu na porta e falou que hoje ela vai se alastrar. Mas o que é que tem? Já tem alguns dias que ela nao bati mesmo. Faz parte do meu show, meu amor. Acho que devo recuar, ir com calma. Mas também acho que devo avançar, ir embora sem olhar para trás. Tenho que fazer uma coisas por aqui ainda, tenho que me libertar de algumas outras. Tenho andando sozinha a algúm tempo, agora vou continuar a minha estrada assim, sem tirar nem pôr nada. Quero estar arrumando minhas malas daqui a algúm tempo e procurando o que é meu, lá fora. Hoje pareci que as palavras estão escrevendo frases por mim. Hoje o dia está igual aos sábados de 2009. E eu sempre revivendo aquele ano estúpido e fantástico. Respeitei as minhas mais sensatas emoções com você, deixei que cada palavra fosse dita e agora troco de personagens muito fácil, preciso viver! Preciso disso para poder respirar sem nó na garganta. Afinal toda sexta - feira vai ser diferente, terei um gosto diferente e o cheiro que não maios esquecia, vou esquecer. Sabe aquele choro preso e nao muito infeliz? Pois é, tô aguando, junto com Cazuza, o bom do amor. Não adianta fingir que as coisas voltaram ao normal e deixar que seus olhos me enganem de novo. Seu sorriso é único e eu me apaixonei por ele. Essa sua amizade salgada e doce me deixou aqui pensando.. Será que nada do que vivemos juntas te valeu de nada? Ahh, se eu não tivesse protegido teu nome por amor, seria tudo diferente, não é? E cadê esse passado que nunca me esquece? Cadê a Lua que vai voltar quando aos meus 37 anos eu olhar para minhas mãos aliançadas, meu braços sem alguns abraços teus, olhar para o lado e ver a foto do que o meu presente têm a me oferecer e quando eu derramar minha lágrima de lembrança, um sorriso vir me surpreender ao ver um filho meu aparecer no meu quarto, pedindo atenção, a minha atenção. Aí eu vou sorrir, enxugar as lágrimas, olhar para o meu futuro e mais uma vez guardar no meu quarda - roupa minhas lembranças felizes e tristes. Agora sim, as rosas estão sendo bem cuidadas, a atenção é dupla e a criança chora como por sua vez pedindo atenção e a varanda fica vazia, e ao mesmo tempo cheia de boas intenções junto com o replay musical que não pára nunca.
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Um comentário:
Só em ler tenho vontade de chorar ...Escrever é uma arte ,sorte de quem tem o dom .
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