Nem ir nem chegar.
A vida passa tão rápido como quando se perde um celular.
E por falar em celular, me dê seu número por favor.
Me dê sua mão incolor, cor de pele clara, pele escura demais pra mim.
E vê se pode me dar um anel, e deixar ele roubado assim, demasiado de esperança, porque ter esperança demais meu bem, é esquecer tudo que ninguem esquece. É almejar o que ninguem mais almeja, é acreditar sozinho que a cada noite que se passa, passa também com ela a vontade de querer de forma diferente um amor assim, vazio, rápido, uma saudade que só se sente sentindo e apertando forte na cama, um lençol qualquer, de cor qualquer, de forma alguma que lembre qualquer coisa que não faça chorar ou mais magoar. E que a saudade morena, é cor de mel, é cor de luar, é cor da janela que está lá na varanda, esperando um casal exato, na hora exata com a fala contrario ao que se pode perceber. Portanto, vai lá fora, observa e chora, porque a lua hoje não vai aparecer e ficar sem ouvir a onda do mar, quer me dizer que hoje seja provavelmente feriado de amor. E quando é feriado bem meu, é melhor se amar mais baixo e calado.
2 comentários:
sua literatura cada dia torna-se mais pos-moderna.
apesar de saber o que significa, isso seria um passo positivo?
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