sábado, 21 de novembro de 2009
O todo de tudo.
Eu me pego rindo dos meu encantos e amores. Eu me perco pensando na hora que nunca passa. Eu procuro músicas para escutar no som da sala, esperando o chá das 5 horas sem te ver. Limpo o vidro da íris, corro e levanto a mão só pra ver se você me vê da sua janela, alta e suja. Se eu podesse sentaria agora na beira do mar, escutaria a brisa e sentiria o som. Encostaria meu corpo na sua prancha um tanto quanto pequena demais para a gente. Falo isso, sem rancor, sem amor, sem pensar que um dia aquela bilhete seu, pode de novo chegar a me assustar e me deixar noites pensando e madrugadas tocando meu violão, canções de Armandinho, caro Armandinho. Mas você vai se dar bem e eu também. Comigo as notas menores ficam cada dia maiores, mesmo que ninguem perceba a minha diferença, ela existe. E você, não existe.
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